Carlos Hugo Christensen (1914-1999)

Diretor e roteirista argentino que percorreu vários países da América Latina realizando filmes na Argentina, Brasil, Chile, Peru e Venezuela.
Estudou Letras e Artes e em 1939 iniciou sua carreira cinematográfica como assistente de direção de Francisco Mujica em “Así es la vida”. Seu primeiro filme como diretor foi “El inglês de los Guesos” (1940), adaptação de um best-seller da época.
Foi um diretor ousado, seu longa-metragem “Safo”, com a atriz Mecha Cruz, considerada a Greta Garbo portenha, foi a primeira película argentina a mostrar beijos na boca, sem artifícios cinematográficos. Em 1946, filmou pela primeira vez no Rio de Janeiro o longa “El ángel desnudo”, que mostra o primeiro nu de costas do cinema argentino.
Recebeu em 1951 o prêmio de melhor fotografia no Festival de Cannes com “Cais da perdição”. Com a atriz Laura Hidalgo fez sua segunda película no Brasil, “María Magdalena” (1953), na cidade de Salvador. Nessa ocasião, Carlos Hugo se mudou para o Brasil e planejou o longa “Mãos sangrentas” com Arturo de Córdova e Tônia Carrero, inspirado na história da fuga dos presidiários de Ilha Grande, inaugurando sua filmografia brasileira.

Filmou ainda os nacionais “Leonora dos setes mares”, “Meus amores no Rio” (seu primeiro filme colorido), “Matemática 0, Amor 10” e “Amor para três”, “Esse Rio que eu amo”, filme com quatro episódios, “Rei Pelé” e “Viagem aos seios de Duília”. Em 1965, com adaptação e diálogos de Millôr Fernandes, dirigiu “Crônica da cidade amada”, e não parou mais com as produções brasileiras até "A Intrusa", grande sucesso de público e crítica, que traz no elenco José de Abreu e Maria Zilda. O último trabalho de Christensen, após um período de 15 anos sem dirigir, foi “Casa de Açúcar”, em 1996, a primeira co-produção com o patrocínio do Mercosul, falada em espanhol e em português e rodado no Rio de Janeiro, que não foi terminado.
O Cinesul preparou uma mostra especial com 8 filmes que será exibida na Cinemateca do MAM-RJ a partir do dia 19/06, sexta feira e no CCBB-RJ na sala de vídeo a partir do dia 25/06.
Veja aqui a programação
ICAIC
O Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica é uma instituição dedicada à promoção audiovisual. Ele foi fundado em 1959, quase três meses após a Revolução Cubana, exatamente 83 dias, como forma de criar mais uma ferramenta de luta através do cinema. O ICAIC é a primeira instituição cultural da revolução, marcando os primeiros anos da política cultural dessa nova fase da história do país. O instituto criou um dos principais eventos de cinema do continente americano: o Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, conhecido como Festival de Havana.
O ICAIC chega a este meio século de existência com um considerável acervo de filmes, documentários, desenhos animados e outras produções audiovisuais. Sua criação transformou a estética cinematográfica cubana, que hoje é referência latino-americana. Através dele, o país investiu em festivais nacionais e internacionais e abriu caminho para outras iniciativas, como a criação da Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba.
Nesta programação especial, o Cinesul exibirá filme s de Santiago Álvarez e Pavel Giroud. A mostra acontecerá na sala de vídeo do CCBB e na Cinemateca do MAM – RJ ,
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